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Dr. Agostinho Neto

Dr. Agostinho Neto
Agostinho Neto Momento de profunda reflexão

Momento de profunda reflexão

O primeiro Presidente de Angola, Dr. Agostinho Neto, nasceu no dia 17 de Setembro, na aldeia de Kaxicane, região de Icolo e Bengo, situada a cerca de 60 quilómetros de Luanda.

Filho de professores, concluiu o ensino secundário na capital angolana e começou a trabalhar nos serviços de saúde.
Decidiu formar-se em Medicina e, em 1947, matriculouse na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, deixando Angola. Envolveu-se nas actividades sociais, políticas e culturais da secção de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império, cuja sede era em Lisboa. No ano em que partiu da sua terra natal, foi integrado num grupo que entretanto surgiu subordinado ao lema “Vamos Descobrir Angola” e que depois deu origem ao Movimento dos Jovens Intelectuais de Angola. Em 1948, os Metodistas Americanos atribuíram-lhe uma bolsa de estudos e, nessa altura, optou por transferir a matrícula para a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Foi detido em 1950, quando angariava assinaturas para a Conferência Mundial da Paz em Estocolmo. Esteve detido durante três meses e, depois de ter sido libertado, envolveu-se ainda mais em actividades políticas, tornandose representante da juventude das colónias portuguesas junto do MUD-Juvenil (Movimento de Unidade Democrática Juvenil).

Em conjunto com Amílcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro, fundou o Centro de Estudos Africanos, que funcionava com finalidades culturais e políticas orientadas para a afirmação da nacionalidade africana. Um ano mais tarde, em 1951, as autoridades acabaram com este centro clandestino.
Em 1955, voltou a ser detido, mas rapidamente realizouse uma petição internacional que pedia a sua libertação que circulou nos meios intelectuais e, em França, foi assinada por figuras como Aragon, Simone de Beauvoir, François Mariac e Jean-Paul Sartre. Em 1957, Agostinho Neto foi eleito Prisioneiro Político do Ano pela Amnistia Internacional.

Agostinho Neto em Havana com Fidel Castro

Agostinho Neto em Havana com Fidel Castro 1976-07-26

Só viria a licenciar-se em Medicina em 1958, ano em que casou com Maria Eugénia. Um ano depois, regressou a Angola com a esposa e com o filho, Mário Jorge, e abriu um consultório médico. Foi também em 1959 que Agostinho Neto assumiu a chefia do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e, em 1960, foi eleito presidente honorário deste movimento.

O médico sempre defendeu os interesses do povo angolano, quer na luta pela independência, quer quando liderou a resistência popular quando a FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola) declarou guerra ao MPLA. Em simultâneo, mantinha uma ligação à literatura, tendo recebido várias distinções, entre as quais o prémio Lotus, atribuído pela 4.ª Conferência dos Escritores Afro-asiáticos, em 1970.

Dr. Agostinho Neto memorial sun

Agostinho Neto Memorial

Agostinho Neto, que foi proclamado Presidente de Angola, em 1975, foi um dos membros fundadores da União dos Escritores Angolanos e, até à data da sua morte (10 de setembro de 1979), foi presidente da Assembleia Geral da União dos Escritores Angolanos.

Fundação Dr. António Agostinho Neto: FAAN

Son of teachers, he completed secondary education in Luanda and started working in the health services.

Agostinho Neto

Moment of deep reflection

He decided to graduate from medical school and enrolled at the Faculty of Medicine, University of Coimbra in 1947, leaving Angola. There he became involved in social, political and cultural activities in the House of the Students of the Empire, Coimbra section, whose headquarters were in Lisbon. In the same year he went away from his homeland, he became part of a group known at the time under the slogan “Let’s Discover Angola” and that later led to the Movement of Young Intellectuals of Angola. In 1948, the American Methodists awarded him a scholarship and he then chose to transfer his registration to the Faculty of Medicine, University of Lisbon.

He was arrested in 1950 as he collected signatures for the World Peace Conference in Stockholm. He was detained for three months and, after being released, he became more involved in political activities, becoming the representative of the youth of the Portuguese Colonies at the MUD-youth (Democratic Unity Movement – Youth).

Together with Amílcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos and Francisco José Tenreiro, he founded the Centre for African Studies, which worked with cultural and political purposes oriented to the affirmation of African nationality. A year later, in 1951, the authorities put an end to this clandestine centre.

Agostinho Neto in Havana with Fidel Castro

Agostinho Neto in Havana with Fidel Castro

In 1955 he was again arrested, but an international petition that circulated in intellectual circles and signed, in France, by figures such as Aragon, Simone de Beauvoir, François Mauriac and Jean-Paul Sartre was held quickly, calling for his release. In 1957, Agostinho Neto was elected Political Prisoner of the Year by Amnesty International.

He would only graduate from medical school in 1958, the same year he married Maria Eugenia. A year later, he returned to Angola with his wife and son, Mario Jorge, and opened a medical office. It was also in 1959 that Agostinho Neto took over the leadership of MPLA (Popular Liberation Movement of Angola) and in 1960 he was elected honorary president of this movement.

The doctor always defended the interests of the Angolan people, whether in the struggle for independence or while leading popular resistance when FNLA (National Front for the Liberation of Angola) declared war to MPLA. At the same time, he maintained a connection to literature and received many awards, including the Lotus Prize, awarded by the 4th Conference of Afro-Asian Writers in 1970.

Agostinho Neto memorial sun

Agostinho Neto Memorial

Agostinho Neto, who was proclaimed President of Angola in 1975, was a founding member of the Angolan Writers Union and until the date of his death (10 September 1979) he was president of the General Union of Angolan Writers Assembly.

Fundação Dr. António Agostinho Neto: FAAN

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